Exército da Turquia mata 12 curdos
Ankara, 30 (AE-ANSA) - Um dia depois da justiça turca condenar à morte o líder curdo Abdullah Ocalan, o exército de Ankara realizou nova ofensiva contra os rebeldes curdos no sudeste do país, resultando na morte de 12 pessoas dessa etnia - informou a agência turca Anadolu. Tais operações militares ocorreram nas províncias de Hakkari, Mardin e Van. O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) reiterou em diversas ocasiões que mantém uma trégua unilateral desde setembro na região e que conserva somente "posições defensivas" ou apenas limita-se a responder os ataques do exército turco. Em Bruxelas, o presidente e vice do Parlamento curdo em exílio Yasar Kaya e Abdurrahman Cadirci, respectivamente, afirmaram que se o líder Abdullah Ocalan for executado "não será possível conter o povo curdo, nem alcançar a paz". "A Turquia deverá suportar as consequências e os resultados desta decisão", acrescentaram. No entanto, eles ressaltaram que os dois povos - curdos e turcos - "não têm interesse numa guerra que corre o risco de tornar-se ainda mais sangrenta". Kaya e Cadirci também fizeram um apelo ao Ocidente para que se mobilize e impeça a execução de Ocalan. Eles alertaram sobre possíveis "incidentes" que poderão afetar o turismo na Turquia. "A Turquia transformou-se num país muito perigoso. O PKK não declarou que atacará os turistas, porém, os curdos estão coléricos e não se pode evitar incidentes", disse Cadirci.





