Exército atuará na segurança pública do Rio
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sexta-feira, 28 de julho de 2017
Ítalo Nogueira e Luiza Franco<br>Folhapress 

São Paulo e Rio - O governo federal autorizou o uso das Forças Armadas para atuarem na segurança pública em todo o Estado do Rio de Janeiro. O decreto assinado pelo presidente Michel Temer prevê utilização da tropa até o fim do ano. Mas a expectativa é que a atuação permaneça até 2018.
O emprego dos militares será diferente das atuações anteriores no Rio, segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Não está previsto o uso constante das Forças Armadas no policiamento rotineiro do Estado, embora isso não seja descartado em determinadas situações.
"Antes [em mobilizações anteriores] eles ficavam patrulhando as ruas, ocupavam os morros. Eles não vão fazer nada disso. Vão apoiar determinadas ações curtas, embora sucessivas. Eles só serão empregados em apoio, porque a liderança do processo é policial, é da inteligência", disse o ministro.
A autuação das Forças Armadas começou já na tarde desta sexta (28), em vias consideradas importantes da região metropolitana, como a avenida Brasil, Linha Vermelha e praia de Copacabana. Este emprego inicial visa o reconhecimento do terreno de atuação.
O reforço chega em meio a uma escalada de violência. O Estado registrou uma alta de 10% nas vítimas de homicídios neste semestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. Alta mais expressiva ocorreu no número de mortos pela polícia em supostos confrontos: 45%.
Um conjunto de fatores contribui para a situação. De um lado, as forças de segurança estão fragilizadas pela crise econômica - o deficit estimado no orçamento é de R$ 21 bilhões. A política de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) ruiu - estudo da PM diz que houve 1.555 confrontos em lugares com UPP em 2016 contra 13 em 2011. Do outro, confrontos entre grupos criminosos também têm sido mais frequentes.


