Exercícios reeducam o labirinto
Medicamentos que agem sedando o labirinto para diminuir a sensação de desequilíbrio e repouso. Esse é o tratamento básico da labirintite. Mas no caso da vertigem paroxística posicional benigna é possível tratá-la com movimentos orientados pelo neurologista, evitando o uso de medicamentos. ''O problema do remédio é que tem efeito colateral, o labirinto fica sedado, mas a pessoa também'', alerta o neurologista Ciro Pereira de Rezende Filho.
A manobra, chamada de dix-hallpick, consiste em colocar a cabeça do paciente em determinadas posturas que vão fazer com que os cristais soltos ''caiam'' por ação da gravidade, no chamado fundo de saco, na junção dos canais do labirinto. E lá eles ficam presos, sem incomodar mais. ''A crise vai embora e não volta, só se mais cristais se soltarem. Quanto menos remédio, mais rápido o labirinto se recupera'', afirma o médico.
Mas, se há muitos cristais soltos, diz o neurologista, o paciente às vezes não tolera esses movimentos, e aí é necessário medicar. ''Se a pessoa está muito atacada, não faço, é preciso sedar primeiro para tranquilá-la'', afirma.
Quem teve uma crise pode fazer exercícios em casa de reeducação labiríntica. Eles não evitam nova crise, mas ''acostumam'' o labirinto aos sintomas da vertigem. Um deles pode ser feito três vezes ao dia com o paciente sentado numa cama. Ele volta os olhos para um dos cantos do quarto, para só depois voltar a cabeça na mesma direção. Em seguida ''joga'' a cabeça para trás, para se deitar. ''Isso vai provocar vertigem, mas se a pessoa não se mexer, em 20 segundos passa. Se você provoca o sintoma, o labirinto se acostuma com ele'', explica.(C.P.)





