São Paulo - Altas taxas de colesterol no sangue são a última coisa que um cardiologista quer encontrar em seu paciente. Não é difícil entender a razão: quando os níveis estão descompensados, há o maior risco de depósito de gordura nos vasos, que, por sua vez, pode provocar enfarte do miocárdio e outros acidentes vasculares. As alterações dos níveis são provocadas por fatores genéticos, obesidade, agravados pelo sedentarismo e pelo estresse.
O colesterol divide-se em dois tipos. O HDL, popularmente conhecido como o colesterol bom e o LDL, conhecido como ruim. O HDL é a fração que médicos indicam que seja alta, no mínimo 35. Esse tipo de colesterol barra a ação do LDL, evitando que ele se deposite nos vasos sanguíneos. A melhor maneira de se elevar os índices de HDL é praticar regularmente atividades físicas.
Estudos recentes mostram que exercícios físicos periódicos também protegem pacientes dos efeitos nefastos provocados pelo LDL. Nas pessoas ativas, o LDL é metabolizado duas vezes mais rapidamente do que entre os sedentários. ‘‘Hoje sabemos que quanto mais tempo o LDL circula pelo corpo, maior o risco de formação de ateromas’’, explica o diretor do Laboratório de Metabolismo de Lípides do Instituto do Coração, Raul Cavalcanti Maranhão.
Além da prática de exercícios, é essencial que pessoas com níveis altos de colesterol façam uma dieta com menor teor de gorduras e mantenham o peso considerado ideal. Somente quando nenhuma dessas medidas dá resultados adequados, médicos indicam o uso de medicamentos. Eles podem trazer bons resultados, mas não dispensam a dieta, a redução de peso e os exercícios.

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