Exercícios e alimentação ajudam diabéticos
''Dormir em cama dura, praticar atividade física e ter uma alimentação baseada em verdes'', assim Hipócrates, considerado o pai da medicina descrevia o tratamento que deveriam fazer as pessoas diabéticas, quase 500 anos antes da era comum. Desde então as camas ficaram mais confortáveis, a alimentação rápida e prática, e surgiram remédios para auxiliar a combater o mal.
Mesmo com toda essa evolução, uma boa alimentação e a prática regular de exercícios ainda são fundamentais para quem sofre de diabetes. ''O tratamento começa numa alimentação correta, feita de maneira adequada e uma atividade física regular, isso é imprescindível do tratamento do paciente com diabetes'', orienta o endocrinologista Rubens Martins Junior.
O diabetes atinge hoje cerca de 7% da população mundial e se divide em tipo 1, quando a pessoa já nasce com a doença, e tipo 2, desenvolvida com o passar dos anos, sendo essa responsável por 92% dos casos.
A doença tem seu grupo de risco. ''Alguns fatores têm que ser observados como o histórico da doença na família, a idade, o maior aparecimento se dá acima dos 40 anos e principalmente o fator que pode ser evitado é a obesidade'', aponta Rubens.
Em muitos casos, quando se trata do tipo 2, torna-se necessária uma reeducação alimentar e o hábito da caminhada. Atitudes fundamentais para a saúde e que são adotadas pela minoria dos portadores da doença. ''Apenas 18% dos diabéticos tipo 2 estão bem-controlados, a grande maioria não se trata de maneira adequada, e tem valores glicêmicos inadequados. A dieta bem-feita permite uma baixa aquisição de carboidratos e de glicose, o que facilita efetivamente o trabalho de produção de insulina. Já a atividade física otimiza a produção de insulina e faz com que haja uma redução da glicemia'', explica.
O administrador de empresas Marcio Tolomeu convive com o diabetes há três anos. ''Gosto muito de doce, mas com o tempo você vai se reeducando e se acostumando a uma dieta, onde não deixa de comer, mas, não come com tanta frequência como antes e tem uma alimentação voltada mais para verduras e proteínas'', relata.
Ainda segundo Marcio Tolomeu, o portador da doença não deve encarar o problema como algo que o impeça de realizar as atividades que costumava desenvolver antes de se tornar diabético. ''A doença não é um limitador, quem faz o limitador é a gente, se colocar na cabeça que está limitado devido à doença vai continuar limitado. Para ser bem sincero levo uma vida até melhor do que a que eu tinha antes da doença, devido à qualidade de vida que se adquire'', compara.





