Exercício para o corpo e a mente no gateball
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Paula Costa Bonini<br> Reportagem Local 
Miyak Kanami, 89 anos, e a esposa Shizuka Miyak, de 69, esbanjam bom humor e disposição. Com sete filhos, 18 netos e três bisnetos, o casal atribui a vida longa e feliz aos hábitos saudáveis que sempre fizeram questão de cultivar. Priorizam a alimentação balanceada, boas noites de sono e a prática exercício físico. Há mais de 25 anos, eles treinam gateball (esporte de origem japonesa), a fim de exercitar o corpo e a mente. Ontem, eles saíram cedo de Arapongas, cidade onde residem, para participar do 1º Torneio de Gateball de Ibiporã, realizado na Associação Cultural e Esportiva da cidade (ACEI).
''Treinamos pelo menos três vezes por semana. Em 1994 participamos de um torneio no Japão. Acho que fico doente se não puder praticar o esporte'', afirma Shizuka, que disse já ter perdido a conta de quantos troféus conquistou durante todos esses anos. ''Desta vez não sei se vamos receber premiação, pois as equipes são fortes.'' O torneio contou com a participação de times de nove cidades do Paraná: Ibiporã, Cambé, Rolândia, Arapongas, Londrina, Cornélio Procópio, São Sebastião da Amoreira, Jandaia do Sul e Mauá da Serra. Os três primeiros colocados receberam troféus e medalhas.
''Ibiporã tem quatro equipes, que sempre viajam para participar de torneios. Este ano, decidimos trazer times de fora e pela primeira vez realizar o campeonato aqui na cidade. Pretendemos realizar outras edições e ampliar o espaço'', explica Luiz Karimata, associado e ex-presidente da ACEI.
O coordenador do gateball de Cambé, Shigueru Sugahara, ficou animado ao ver a quantidade de pessoas. ''Gostei da movimentação e principalmente por ter jovens jogando. Isso é muito bom'', considera Sugahara, que pratica o esporte há cerca de 26 anos. Para Candido Hideomi Uemura, que coordena o time de Mauá da Serra, o gateball é excelente para estimular a concentração e o raciocínio.
Entre tantos japoneses de mais idade, um jovem chamou a atenção. Aos 24 anos, o professor de educação física Oswaldo José da Silva Junior, começou a se aproximar do esporte apenas por curiosidade. ''Fui conhecendo, aprendendo e gostando cada vez mais. Atualmente treino quase todos os dias'', conta Junior, que veio de São Sebastião da Amoreira especialmente para o evento. O professor, que não apresenta nenhum traço oriental, diz que por meio do esporte tem contato com vários idosos, o que é uma experiência válida. ''Adquiro conhecimento com eles. Além disso, o gateball me transmite tranquilidade e permite que eu desenvolva estratégias'', destaca.
Sobre o esporte
O gateball começou no Japão em 1947. No início, era um jogo voltado para crianças. As partidas duram 30 minutos e acontecem com dez jogadores em campo, que são divididos em duas equipes de cinco. Os jogadores têm bolas numeradas correspondentes com sua ordem de jogo. Com um stick (taco) é preciso passar a bola dentro de três gates (pequenas traves). Para concluir, é necessário bater a bola em um pino central chamado de Agari (palavra japonesa que significa final).


