Executivos lançam conselho consultivo virtual
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terça-feira, 21 de março de 2000
Por Deborah Kanarek 
São Paulo, 22 (AE) - Vinte e um executivos, com experiência em postos de comando em importantes empresas no Brasil, lançaram hoje o serviço de Internet boardCo.com, cuja proposta é atuar como um conselho consultivo virtual para médias e pequenas empresas.
A iniciativa é pioneira, segundo afirmou Guilherme Dale, especializado em recrutamento para cargos de diretoria. Entre os conselheiros estão profissionais como o ex-presidente da TVA, Walter Longo, o diretor corporativo de marketing e recursos humanos da Weg, Walter Janssen Neto, o presidente da Eletrolux do Brasil, Ruy Hirschheimer, e o presidente da Aço Villares, Paulo Henrique Ferro.
Os participantes do empreendimento, que não informaram quanto está sendo investido no projeto, estão de olho em um mercado formado por cerca de 15 mil pequenas e médias empresas já instaladas no País, com faturamento entre US$ 20 milhões e US$ 100 milhões, além de fundos de investimento estrangeiros interessados em atuar no Brasil.
O boardCo.com também será lançado na Argentina dentro de um mês e no México, em meados de agosto. Para o diretor de marketing da empresa, o holandês Jerome Vonk, responsável pelo lançamento do grupo de rock Sepultura no mercado internacional, o Board, que busca um diferencial na agilidade e disponibiliza as informações em inglês, português e espanhol, deverá percorrer o mesmo caminho, conquistando clientes no Exterior.
Dale define o novo negócio como uma oportunidade, possível apenas graças à Internet, de levar o talento e a experiência acumuladas por esses especialistas a um mercado que, de outra forma, não teria acesso a esses profissionais. O diferencial não é exatamente o preço da consultoria, mas o custo total da operação que, realizada basicamente através da rede, dispensa gastos como, por exemplo, os de passagem aérea e hospedagem.
O cliente cadastra-se no site www.boardco.com.br, que é absolutamente seguro segundo Dale, paga uma anuidade de US$ 500 e é convidado a fornecer uma série de dados que serão utilizados pelos conselheiros em suas análises. Escolhidos os profissionais
o cliente paga US$ 1.000 por reunião, isto é, por questão debatida. De maneira geral, o conselho se compromete a responder a questão em sete dias, o prazo considerado padrão para as discussões. Depois o empresário tem direito a uma réplica, que será novamente levada aos conselheiros.
Dada a credibilidade dos envolvidos, Dale descarta a possibilidade de vazamento de informações e problemas com questões éticas. Se isso ocorrer, prossegue, o BoardCo assume total responsabilidade. A mesma garantia não é dada, entretanto, em relação ao sucesso das sugestões feitas pelos especialistas. Diferentemente dos conselhos administrativos, os consultivos não tem compromisso legal com os resultados. Caso haja visões divergentes, prossegue Dale, caberá ao cliente optar pela estratégia que lhe parecer mais apropriada.


