Executivos financeiros habituados a operar com milhões de dólares vão ajudar escolas públicas a administrar com mais eficiência os seus poucos recursos para melhorar a qualidade do ensino. Dentro de três meses alguns deles devem produzir material didático e iniciar em 50 estabelecimentos um programa de treinamento para diretores. ‘‘Eles vão transmitir tecnologia na área de gestão, durante um ano de experiência piloto’’, explica Cenise Monte Vicente, que coordena a iniciativa.
Por trás destes executivos estão nove grandes bancos ABN AMRO Bank, Bandeirantes, Bilbao Viscaya, Chase Manhattan, Citibank, BankBoston, JP Morgan, Lloyds e Merrill Lynch reunidos na Aliança Social pela Educação, que será lançada na próxima segunda-feira, mesmo dia em que será anunciado o Projeto Banco na Escola. As instituições cederão voluntários e bancarão oficinas de treinamento. Cenise faz segredo sobre o volume de recursos aplicados.
Há um ano o projeto vem sendo estruturado, conta ela. A idéia partiu de um grupo de executivos de Recursos Humanos que já costumavam se reunir para debater ações sociais. ‘‘Estes bancos envolvidos já têm uma ação muito forte com comunidades’’, observa Nora Ney Cerneviva, representante do Citibank.
Os formuladores do projeto partiram de um consenso: a melhor ação social é a que beneficia a educação. Daí, decidiram pensar numa maneira de ajudar a escola pública, e concordaram que sua maior contribuição seria a tecnologia de gestão. ‘‘A grande inovação deste projeto é a sinergia entre os bancos, que vinham agindo cada qual à sua maneira’’, aponta Cenise.

mockup