Ribeirão Preto - O corpo do executivo do Banco Nacional de Paris, Carlos Alberto de Souza Araújo foi enterrado ontem no Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto. A polícia da cidade espera os resultados de laudos periciais, que devem ficar prontos entre sete e dez dias, e de outras investigações para ouvir o depoimento do usineiro Alexandre Titoto acusado de matar o executivo.
O corpo de Araújo foi encontrado na noite de anteontem enterrado em uma fazenda de Serrana, de propriedade de um irmão de Titoto. O atestado de óbito apontou como causas da morte asfixia mecânica, lesão adicional difusa e traumatismo craniano e soterramento, ou seja, há suspeita de que a o executivo tenha sido enterrado ainda vivo.
A família de Araújo está indignada, pois ambos eram amigos de infância. ''Foi cruel'', disse o irmão da vítima, João Souza Araújo Neto. Segundo ele, Araújo e Titoto tinham uma transação pessoal, a venda de um carro importado. Araújo comprou o carro e o transferiu em nome de Titoto. A quitação seria esta semana, com base na cotação do dólar do dia. No escritório do usineiro foram encontrados um cheque de R$ 405 mil, rasgado, e outro de R$ 620 mil, ainda no talonário.

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