Executivo desaparece; usineiro é preso como principal suspeito
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2003
Brás Henrique<br> Agência Estado 
Ribeirão Preto - O juiz da Vara Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão Preto, Luís Augusto Freire Teotônio, decretou a prisão temporária do usineiro Alexandre Titoto, de 41 anos, de Mococa, na tarde de ontem. Ele é suspeito do desaparecimento do empresário Carlos Alberto de Souza Araújo, de 41 anos.
Araújo seria o vice-presidente do Banco Nacional de Paris no Brasil e está desaparecido desde a tarde de domingo. O banco desmente que ele seja seu funcionário.
Titoto, que pertence à família dona da Usina Ipiranga, com unidades em Mococa e Descalvado, teve um encontro com o executivo, no sábado, em Ribeirão Preto, a 310 quilômetros de São Paulo. Uma reunião de negócios entre ambos teria sido marcada para domingo.
No escritório de Titoto e no edifício empresarial, a polícia teria encontrado muito sangue em vários lugares. Ambos eram amigos de infância e teriam um negócio pendente. Titoto foi orientado por advogados a não depor e só o fará em juízo. À polícia, sem dar mais detalhes, Titoto disse que tinha ''transação comercial'' com Araújo e que até teria trocado com ele um cheque com um valor maior (cerca de R$ 600 mil).
Até o fim da tarde de ontem, o executivo continuava desaparecido.


