Executivo da Telemar cobra rapidez para o caso Embratel-Intelig
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quinta-feira, 07 de outubro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 08 (AE) - O vice-presidente de marketing da Telemar cobrou uma decisão rápida da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a fusão das norte-americanas MCI e Sprint - controladora e sócia, respectivamente, das concorrentes brasileiras Embratel e Intelig. "Nos Estados Unidos, esse negócio ainda deve demorar uns sete a oito meses para ser aprovado, mas o Brasil não pode esperar", afirmou.
Segundo Queiroz, a gestão de marketing e operacional da Intelig, empresa-espelho da Embratel, é feita pela Sprint, e isso agora deixará de ser segredo industrial para a MCI. "O plano de ampliar a concorrência nas telecomunicações ficará prejudicado na longa distância, o monopólio voltará por cerca de um ano se ninguém tomar providências logo".
Mas, se a Sprint sair da Intelig, o problema não estará inteiramente resolvido, alertou o executivo. A France Telecom (FT), que tem 25% da Intelig, é detentora de 10% da Sprint. Com a fusão, a FT ficaria com uma participação indireta na Embratel. A fusão dará poder de fogo à Embratel e à Intelig, continuou Queiroz.
O medo é que os preços altos no DDD em que as duas não terão concorrência financie políticas muito agressivas de preços nas ligações interestaduais, em que concorrem com as operadoras locais.


