O vice-presidente da World Com (grupo norte-americano que controla a Embratel) , Richard Perez, detido na semana passada ao tentar deixar o País com US$ 80 mil não-declarados, passou seu primeiro fim de semana na cadeia em cela comum, com estelionatários e ladrões. Acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, ele ainda não conseguiu provar que tem curso superior. Perez informou à Polícia Federal ser engenheiro, mas, como ainda não apresentou cópia de seu diploma, necessário para ter direito à prisão especial, está em uma cela com 12 pessoas.
Perez foi detido pela PF no Aeroporto Internacional
Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, quando tentava embarcar para Miami, EUA, com o dinheiro, em notas de US$ 100, em uma valise de mão. A lei brasileira obriga o viajante que sair do Brasil a declarar toda quantia acima de R$ 10 mil (US$ 5,4 mil), o que o executivo não fez.
O vice-presidente da World Com foi preso em flagrante,
levado para a carceragem da PF e, depois, transferido para a Polinter, unidade da Polícia Civil na zona portuária. Segundo policiais, o americano aparenta estar deprimido com a prisão. Apesar de vir com alguma frequência ao Brasil, o executivo não sabe português e pouco se comunica com os agentes ou com os companheiros de cela.
Perez tem comido a mesma comida servida aos presos e
pedido várias vezes para usar o telefone e fazer contato com a família, com o Consulado dos Estados Unidos no Rio e com amigos. Nenhum representante do consulado foi visitá-lo. Só um amigo brasileiro, identificado apenas como Figueiredo, e seus advogados foram vê-lo.

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