São Paulo, 08 (AE) - A Executiva Estadual do PPB decidiu hoje não suspender os vereadores do partido até agora citados nas investigações do Ministério Público Estadual (MPE) e da polícia sobre a existência de uma máfia dos fiscais nas administrações regionais. A Comissão de Ética do PPB poderá suspender ou expulsar políticos, caso fique comprovado o envolvimento de integrantes da legenda no suposto esquema de corrupção.
De acordo com comunicado emitido pelo PPB, a reunião extraordinária de hoje foi convocada para discutir se os vereadores já citados nas investigações seriam suspensos, enquanto a apuração do caso não terminar. "Decidimos que a Comissão de Ética acompanhará as investigações, porque ainda não existe um resultado final e, diante disso, não podemos adotar uma medida radical", explicou o presidente estadual do PPB, Marcelino Romano Machado.
Machado disse que a comissão poderá suspender ou expulsar políticos se, durante as investigações, forem revelados dados que tornem evidente o envolvimento de vereadores ou de integrantes do PPB. O presidente de honra do PPB, empresário Jorge Yunes, também defendeu a decisão do partido. "Não podemos sair por aí acusando as pessoas sem provas concretas", afirmou Yunes. Ele admitiu, entretanto, que a situação é "desagradável" política e eleitoralmente. "Não podíamos ficar apenas assistindo a evolução das investigações", comentou Jorge Yunes.
O vereador Miguel Colasuonno (PPB), que a princípio era contra a CPI e depois mudou de posição antes da sua bancada, disse que a direção do partido manifestou-se no momento certo. "Pelo menos não perdeu tempo, como fizeram a maioria dos parlamentares da bancada municipal, que deram margem para uma situação ruim e completamente desnecessária", afirmou Colasuonno, referindo-se à resistência da bancada governista em aprovar a CPI das Administrações Regionais. (F.M.)

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