Manila, 25 (AE-AP) - Uma linha telefônica ocupada impediu o presidente das Filipinas, Joseph Estrada, de informar às autoridades carcerárias de sua decisão de suspender hoje (25) a execução de um homem condenado por estuprar sua própria filha. A chamada telefônica não pôde ser completada até um minuto depois da confirmação da morte de Eduardo Agbayani, de 51 anos, por injeção letal. Estrada, que esta manhã havia dito que não suspenderia a sentença, mudou de idéia apenas cinco minutos antes de começar a execução, influenciado pelos emocionados pedidos de clemência de uma das filhas do condenado e do bispo Teodoro Bacani. No entanto, como a linha telefônica da prisão estava ocupada, não foi possível suspender a execução.
Esta é a segunda execução realizada nas Filipinas desde que o país restabeleceu a pena capital em 1994. Agbayani inicialmente havia sido acusado por duas de suas filhas de tê-las estuprado. No entanto, as duas acabaram retirando as acusações e Agbayani foi posto em liberdade. Poucos dias depois, outra de suas filhas fez a mesma acusação. Agbayani foi então declarado culpado e sentenciado à morte. A pena de morte, que havia sido abolida no país em 1987, acabou sendo novamente adotada devido a uma onda de crimes. Desde então mais de 900 pessoas foram sentenciadas à morte nas Filipinas.

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