Curitiba - Na RMC, 11% das unidades encontravam-se na faixa de muito baixa vulnerabilidade social em 2000, enquanto 8% apresentavam baixa exclusão. Já em 2010, essas proporções corresponderam, respectivamente, a 21% e 31%, sendo que a soma do percentual de UDHs nas faixas de alta e muito alta passou de 55% para 7%. O resultado mostra que houve uma retração significativa, mas que a desigualdade persiste, principalmente nas cidades rurais ou mais afastadas. Em termos absolutos, a diferença entre o menor e o maior índice passou de 0,612, em 2000, para 0,459, em 2010, uma variação de 25%.
Pinhais, São José dos Pinhais, Colombo, Campo Largo, Balsa Nova e Lapa possuem IVS mais baixo. Na outra ponta, Doutor Ulysses, Adrianópolis, Tunas do Paraná, Bocaiúva do Sul, Rio Branco do Sul e Campo Largo apresentam os valores mais altos. "Esses municípios ainda têm um grau de urbanização menor. Obtiveram melhorias, não o suficiente para dar um salto mais expressivo", justificou Paulo Roberto Delgado, do Ipardes. "Se você pegar as 20 melhores UDHs com o IVS mais baixo, 18 estão em Curitiba e duas em Pinhais e Piraquara, sendo uma no Alphaville e a outra no Condomínio Recanto (de classe média alta)", completou.
A vulnerabilidade social aponta a ausência ou insuficiência de recursos ou estruturas - como renda, moradia adequada e acesso à educação - que deveriam estar à disposição de todo cidadão. De acordo com o Ipea e o Ipardes, esses ativos só o Estado, com políticas públicas, teria condições de alterar. (M.F.R.)

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