Mais de cinco mil pessoas, entre sindicalistas, aposentados, estudantes, trabalhadores rurais sem-terra e moradores de comunidades da periferia de Salvador participaram ontem em Salvador da marcha ''Grito dos Excluídos'', organizada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) após o desfile do Sete de Setembro.

Os sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) levaram faixas e cartazes para protestar contra a desemprego causado, segundo eles, pela política econômica do governo federal. Já os sem-terra chamaram o presidente Fernando Henrique Cardoso de ''príncipe das trevas'', responsabilizando-o pela crise da energia elétrica. Vários manifestantes pintaram os rostos com as cores do Brasil e muitos ligados ao Partido dos Trabalhadores e Partido Comunista do Brasil tentaram reviver os atos que agitaram Salvador na época da renúncia do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) protestando contra ACM e seus principais liderados, o governador César Borges (PFL) e o prefeito Antonio Imbassahy (PFL).

Embora não tenha participado da passeata dos excluídos, o cardeal-arcebispo de Salvador, Dom Geraldo Majella Agnelo que compareceu à parte oficial do desfile de Sete de Setembro, realizado antes da marcha de protesto, cobrou melhores condições de vida para os 50 milhões de brasileiros que vivem abaixo da chamada ''linha da pobreza''. ''Precisamos resgatar o respeito à cidadania e uma qualidade melhor de vida para o brasileiro'', disse.(Agência Estado, De Salvador)

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