Curitiba - A popularização da Internet e a qualidade da conexão já permitem que os jogadores possam se enfrentar pela rede, sem se deslocar de sua casa. Entretanto, muitos ainda optam por ir até as lan houses para jogar seu game favorito. Os motivos variam da melhor configuração dos computadores até a possibilidade de encontrar os amigos em um ambiente, digamos, menos virtual.
O estudante Ivan Kaviski, de 17 anos, é um exemplo de jogador que prefere as lan houses a jogar no conforto de seu lar. ''As máquinas das lan geralmente são bem melhores, então comecei a parar de jogar em casa. Como era sempre o mesmo pessoal que passava a tarde jogando na lan house que eu frequento, acabamos fazendo amizade e agora fazemos outras coisas juntos, como ir ao cinema, por exemplo'', explica o estudante Ivan Kaviski, de 17 anos. ''Em geral jogamos quatro horas por dia, mas já chegamos a varar a noite jogando, num total de 12 horas'', comentou.
Mas quais são as consequências para a saúde do jogador que passa horas a fio na frente de um computador? Segundo os especialistas, os danos podem ser graves caso o usuário não tenha um mínimo de auto-controle. No caso mais extremo registrado até hoje, um jovem chinês de 17 anos morreu devido a uma ''overdose'' de Diablo 2, jogo no qual o participante pode optar por enfrentar adversários conectados a Internet.
Em maio do ano passado, Lei Pui Sang foi encontrado inconsciente e com o nariz sangrando após passar 18 horas consecutivas jogando online. Segundo os médicos, a causa da morte foi uma insuficiência cardíaca devido ao cansaço e estresse excessivos.
Obviamente, o caso de Sang não pode ser tomado como parâmetro para todos os fãs de jogos de computador. Segundo relatos de seus colegas, o jovem já vinha desenvolvendo um comportamento muito longe de ser considerado saudável há meses, dormindo em média três horas por dia e se alimentando mal. ''Uma vez ou outra, a pessoa pode permitir-se ficar por um tempo prolongado à frente do computador. Quando o comportamento é recorrente é que se começa a precerber os distúrbios. É necessário aplicar o senso comum'', lembra o neurologista Alfredo Lohr Júnior.
Segundo Lohr Júnior, que é especialista em neuropediatria, crianças e adolescentes que costumam varar à noite na frente do computador podem apresentar transtornos de comportamento.

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