A gente não vê e não sente, mas estamos imersos em ondas eletromagnéticas das mais diferentes fontes e frequências, como estações de rádio e TV, fornos de microondas, aparelhos celulares e computadores. Ainda não há consenso sobre os efeitos dessa radiação para o organismo, mas do ponto de vista da radiestesia, ciência que estuda vibrações energéticas do ambiente e dos seres vivos, são muitos os riscos à saúde.
Segundo o acupunturista e radiestesista Sérgio Areias, presidente da Associação Brasileira de Radiestesia e Radiônica (ABRAD), os campos eletromagnéticos têm efeito no organismo e podem ser causa de males como diminuição do olfato, zumbidos no ouvido, tonturas, vertigens, anemia, irritabilidade, fadiga, cefaléia, sonolência e insônia.
Areias cita uma pesquisa realizada em 1986 na Suécia, pelo pesquisador Lennart Tomenius, que relaciona câncer infantil e a exposição a campos eletromagnéticos. ''Não existe uma distância segura e sim potências seguras e frequências menos agressivas aos sistemas biológicos'', aponta.
A psicanalista e radiestesista Cacilda Rolim Galvão, de Londrina, explica que nosso corpo é ''permeável'' a energias, e que as radiações emitidas por aparelhos são conhecidas como a energia verde negativa. ''Todas as energias passam pela gente o tempo todo, nos intercomunicamos com tudo, inclusive com essas energias negativas'', afirma.
Monitores de computadores, telefone celular, televisão, ar-condicionado e até lâmpadas econômicas de luz branca, segundo os radiestesistas, seriam capazes de provocar distúrbios energéticos nos usuários. A diferença está no tempo de exposição a cada aparelho. Quem usa o computador para trabalhar, por exemplo, pode passar um turno inteiro de frente para a tela.
''Se lembrarmos que o corpo é todo energia, concluímos que muito tempo no computador só tem a afetar o organismo. Quem passa cinco ou seis horas diárias na frente da tela sente um forte mal-estar'', afirma Raul Breves, engenheiro eletrônico e radiestesista, de São Paulo. Ele explica que a sensação de desconforto é provocada pelas cargas positivas liberadas pelos equipamentos, o que ajuda a acelerar a oxidação das células ou o processo de envelhecimento dos tecidos.
Para os radiestesias, os efeitos da radiação seriam cumulativos, mas os efeitos no organismo também dependeriam do estado energético de cada pessoa. ''O surgimento das doenças está relacionado ao nível de estresse, aos problemas emocionais e à fragilidade de cada um'', afirma o radiestesista Wu Kwang, de São Paulo.
A comunidade científica questiona as conclusões dos radiestesistas. ''Há muita polêmica, mas nenhum fato comprovado definitivamente'', explica o epidemiologista Victor Wunsch. ''Todo equipamento elétrico gera campos magnéticos e a intensidade da exposição está na ordem direta da proximidade do indivíduo em relação a ele. Indivíduos que usam computadores estão muito próximos dos monitores e dos campos, o que, no entanto, pode ser semelhante a estar perto de um rádio-relógio'', diz.
No Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, são feitos ensaios técnicos para medir as intensidades de emissão de três naturezas diferentes de radiação dos monitores de computadores: a ótica, os campos eletromagnéticos e os raios-x. Delas, apenas os raios-x representariam algum perigo comprovado para o organismo. ''Felizmente, os fabricantes vêm se preocupando com isso há muito tempo e nenhum dos modelos ou marcas que certificamos no IPT emite esse tipo de radiação'', diz Mário Leite, engenheiro e chefe do Laboratório de Equipamentos Elétricos e Óticos do IPT. (Com Agência Estado)

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