Belo Horizonte, 30 (AE) - Dois examinadores do Detran de Minas Gerais foram presos hoje a mando da Justiça de Santa Luzia
Região Metrpolitana de Belo Horizonte, acusados de participar de um grande esquema de facilitação de carteiras de habilitação no Estado.
Robson Maria dos Santos também é detetive da Polícia Civil e Sebastião Gualter Martins é ex-investigador da corporação. Outros dois homens, também suspeitos de envolvimento e com prisão decretada, estão foragidos: Paulo Marcondes e Elias Pereira, dono e instrutor de uma auto-escola de Santa Luzia, apontada como a origem de todo o esquema.
O caso gerou uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, inslatada em abril. O principal denunciante é o ex-instrutor Oracir Rodrigues, de 44 anos, que se diz ameaçado de morte e está sob constante escolta de policiais militares. Rodrigues sustenta que uma quadrilha, formada por policiais civis e funcionários do Detran, vendeu mais de 3 mil carteiras de habilitação oficiais em Minas Gerais, nos últimos anos. "Trata-se de uma máfia", diz ele.
Os preços variavam de 800 reais a R$ 1,4 mil e até um juiz federal teria comprado o documento. O presidente da CPI da Assembléia que investiga as denúncias, João Leite (PSDB), também recebeu ameaças anônimas e pediu proteção policial.

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