São Paulo- Exames laboratoriais realizados em Recife (PE) apontaram que parte dos alimentos servidos durante um congresso de juízes no resort Blue Tree Park, em Cabo de Santo Agostinho (a 30 km de Recife), estava impróprio para o consumo humano.
Os alimentos faziam parte do cardápio oferecido aos cerca de 800 participantes do evento. A estudante Bruna Oliveira, de 9 anos, que estava no hotel com os pais, morreu com sintomas de infecção intestinal. Outros 147 hóspedes também passaram mal.
Segundo o gerente do departamento estadual de Vigilância Sanitária, Jaime Brito, das 62 amostras de alimentos analisadas, 23 estavam contaminadas com bactérias nocivas à saúde. De acordo com Brito, até agora os testes não revelaram a presença da bactéria Streptococcus pyogenes grupo A, apontada como a responsável pela da morte da estudante.
O laudo - ainda preliminar - indicou também que em três (5,1%) de 58 funcionários do hotel, manipuladores dos alimentos, foram encontrados microorganismos patogênicos em análise de secreção de nariz, garganta e material coletado nas unhas. Eles estão afastados do trabalho.
Por meio de nota, a direção do Blue Tree Hotels repudiou a divulgação de ''dados parciais'' e ''superficiais''. ''Mais uma vez, são divulgados dados parciais, não conclusivos'', reclamou.
Segundo a empresa, o procedimento não permite à empresa ''o exercício pleno do seu direito de esclarecimento e de defesa''.

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