Rio de Janeiro - O carro do motorista da família Staheli, Sebastião Moura, onde foram encontrados vestígios de sangue, foi levado ontem para a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) para exame de DNA nas manchas. As informações genéticas serão comparadas às do casal de norte-americanos Zera Todd e Michelle Staheli, atacados no dia 30 de novembro, em sua casa, no condomínio Porto dos Cabritos, na Barra da Tijuca, no Rio. Todd morreu no mesmo dia, Michelle, dias depois.
O material só chegou ao laboratório ontem porque foi necessária a intervenção do Ministério Público, que tem convênio com a instituição, ao contrário da polícia. O diretor da Polícia Técnica e Científica, Roger Ancillotti, disse que ainda não há certeza se o que foi encontrado é mesmo sangue humano. Afirmou que pode ser sangue bovino, pois Moura informou ter transportado carne para churrasco no automóvel.
A perícia, usando luminol, já detectou substância que pode ser sangue na maçaneta da porta do motorista, no porta-malas, no volante, no câmbio, no carpete e em objetos que estavam dentro do carro, como toalhas e uma garrafa de guaraná natural.
Moura, que prefere não falar sobre o assunto até que o resultado dos exames saia, disse, em depoimento à polícia, que encostou em Todd quando o encontrou sangrando, em sua cama, na manhã do dia 30, para verificar se ele estava vivo.

mockup