Exames diários garantem a vida do bebê
Curitiba- ''Ela é linda, uma graça, supersaudável'', diz a professora de violino Ligia Passos Silveira, de 25 anos, referindo-se à filha Helena, de nove meses de idade. A corujice, nesse caso, tem um tom de alívio. Durante os oito meses de gravidez ela teve que passar por um controle rígido de diabetes. Foram exames diários do nível de glicose no sangue, vários tipos de testes e alimentação balanceada.
O controle não evitou que ela engordasse 26 quilos na gravidez. ''Nunca controlei tanto minha alimentação. Eu tinha medo do bebê nascer com hipoglicemia, de ter problemas'', conta. A maior preocupação foi manter o nível da glicose. Para isso, chegava a picar mais de uma vez por dia o dedo para retirar sangue e medir o nível da substância.
Ligia tem diabetes do tipo 1 desde os dois anos de idade, o que a obriga, há 23 anos, a tomar duas doses diárias de insulina. Na gravidez, a foram quatro doses por dia. Como a gravidez não foi planejada, diz ela, vários médicos se negaram a atendê-la, temendo complicações. ''Depois deu tudo certo'', diz a mãe, que foi acompanhada por um obstetra e um endocrinologista. Helena nasceu prematura, aos oito meses, e acima do peso. Teve hipoglicemia, mas nove meses depois é motivo de muita alegria. (M.G.)





