Uma das formas de diagnosticar a síncope neuromediada é com um exame chamado Tilt Table Test, que reproduz as condições que levam ao desmaio.
Durante o teste, o paciente permanece por 20 minutos deitado. Depois, durante 45 minutos, é acomodado em uma mesa onde fica inclinado a 70 graus em relação ao solo. O exame é feito com a pessoa presa à mesa para que, ao desmaiar, se a causa for mesmo vasovagal, não se machuque. Se durante esse tempo o paciente não apresentou o reflexo, pode receber uma medicação que sensibiliza ainda mais o organismo.
Se o diagnóstico é positivo para a síncope neuromediada, o tratamento é relativamente simples, segundo o cardiologista Willyan Nazima, para ''desensibilizar o organismo para o reflexo''. Além de aumentar a ingestão de água por dia, o paciente deverá praticar algumas manobras que vão 'treinar' o corpo a não apresentar o reflexo.
Uma delas, por exemplo, é ficar por alguns minutos, três vezes ao dia, em posição em pé, com as costas na parede e os pés ligeiramente afastados para frente. ''Em alguns casos é preciso colocar uma estrutura na cama para que, ao dormir, as pernas fiquem um pouco elevadas'', explica Nazima. Tratamentos mais complexos, nestes casos, com uso de medicação, são, segundo ele, exceção.
''O mais importante na síncope é, primeiro, reconhecer que é uma coisa frequente. Segundo que, na maioria das vezes, é benigna. Mas é necessário estabelecer uma causa, porque quando é cardíaca ou neurológica, a mortalidade aumenta muito. Se, em cinco anos, você deixa passar alguma causa importante, a mortalidade é muito alta'', ressalta o cardiologista Ricardo Rodrigues.(C.P.)

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