O Ministério da Educação estuda a possibilidade de realizar mudanças no provão do ano que vem. Uma das alterações em análise é o uso do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para medir o que os especialistas chamam de valor agregado ao estudante. Uma faculdade, mesmo com conceito baixo no provão, pode ter agregado valor ao estudante. Isso acontece, por exemplo, quando um aluno entra com péssima formação no curso superior e, ao longo do período de estudo, vai melhorando seu rendimento.
‘‘Estamos fazendo um estudo em Minas Gerais para medir esse valor. Em todo o Brasil, poderemos usar o Enem para comparar a média do aluno no momento em que ele entra na instituição e quando ele sai’’, afirmou Maria Helena Castro, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) do Ministério da Educação.
Outra alteração em estudo é a divulgação dos conceitos. Hoje, os conceitos dos cursos são divididos em cinco faixas. Os 12% melhores e piores recebem conceito A e E, respectivamente. Excluídos esses, os próximos 18% melhores e piores ganham conceito B e D, respectivamente. O restante (40% do total) ganha conceito C. Com esse método, sempre haverá instituições com conceito D e E, não importa o quanto elas evoluam nas médias.
Federais na malha Dos 173 cursos que ficaram na ‘‘malha fina’’ do Ministério da Educação, 34 são de universidades federais. Apesar disso, o MEC garante que essas faculdades não serão fechadas. ‘‘Esses cursos não vão fechar porque é responsabilidade do ministério melhorar as suas condições’’, afirmou Luiz Roberto Curi, diretor do Departamento de Políticas de Ensino Superior do Ministério da Educação. (AF)

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