Exame oftalmológico em crianças previne doenças
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010
Chiara Papali<>Reportagem Local 
A volta às aulas, que ocorre para a maioria das crianças hoje, abre uma boa oportunidade para detectar problemas de visão. Pais e professores devem ficar atentos a sinais como desatenção, dificuldade de aprender, desinteresse na escola, e, em casa, na criança que fica muito próxima da TV, aperta os olhos e tem dores de cabeça frequentes.
Detectar cedo as deficiências oculares, apontam os especialistas Elaine Ferraresi Sampaio, oftalmologista pediátrica, de Londrina, e Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP), ajuda a evitar danos maiores.
Um deles, chamado de ambliopia, e popularmente conhecido como 'olho preguiçoso', se caracteriza quando não ocorre o desenvolvimento visual normal de um dos olhos. Segundo a oftalmologista é muito comum o problema estar associado à presença do estrabismo e de erros refrativos, como miopia e hipermetropia, não diagnosticados e não tratados precocemente. ''Até os 7 anos de idade, ainda está ocorrendo o desenvolvimento da visão, e se aparecer algum problema, estrabismo ou grau de óculos por exemplo, que não for detectado o mais precoce possível, isto pode levar ao olho preguiçoso'', aponta Elaine.
O que acontece, explica o médico Queiroz Neto, é que a dificuldade de enxergar induz a criança a usar mais o olho de melhor acuidade visual, e com isso comprometer o desenvolvimento do outro. O risco que existe se ele não for detectado a tempo, ressalta Elaine, é a criança ficar com a visão mais baixa em um dos olhos para o resto da vida. O problema se torna irreversível, alerta a oftalmologista. ''É a maior causa de cegueira monocular entre crianças'', completa Queiroz Neto.
Neste caso, o único tratamento efetivo, segundo os especialistas, é, além da prescrição de óculos, se necessário, a oclusão do olho com melhor visão para estimular o que enxerga menos, antes do completo desenvolvimento do sistema ocular.
A prevenção, apontam, é feita com visitas periódicas a oftalmologistas. O chamado teste do olhinho, realizado no recém-nascido, já está instituído como o primeiro exame oftalmológico na prevenção da cegueira infantil. Mas é preciso que a criança passe por avaliações de rotina, primeiro por volta dos três anos de idade, e depois por volta dos seis anos. ''Quando existem antecedentes familiares de problemas visuais, a chance da criança apresentar algum problema visual é maior, portanto os pais devem estar mais atentos'', ressalta Elaine. ''Em casos de país míopes ou com outro vício de refração, o exame deve ser antecipado para a idade de dois anos'', aconselha Queiroz Neto.
Os problemas oculares mais comuns na infância, segundo a oftalmologista pediátrica, são os erros de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo, seguidos do estrabismo. ''Na maioria se faz necessário a prescrição de óculos, porém cada caso deve ser avaliado em separado, levando-se em conta a idade da criança e as queixas'', avalia Elaine.


