Exame indica síndrome de Down
Outro exame feito ainda antes do nascimento, durante o ultrasson convencional, é o de translucência nucal. Ele pode indicar a probabilidade do feto ter síndrome de Down, e a necessidade de se fazer um exame mais conclusivo.
O exame é feito entre a 12 e a 14 semana de gravidez, período em que é possível medir a translucência nucal, uma área com líquido na nuca do feto. Através de um software, essa medida é analisada, considerando a idade gestacional do feto e a idade da mãe. Se a medida estiver aumentada, é um sinal de que pode haver doença cromossômica.
Nesse caso é recomendado exame mais específico. O líquido amniótico é coletado para uma análise cromossômica do feto, que vai apontar com mais exatidão a chance do bebê ser Down e ter outras doenças. ''Mas é preciso pesar os riscos para fazer esse exame, já que é mais invasivo'', pondera a médica Denise Cavenaghi Prete.
De modo geral, o risco de se ter um bebê com defeito cromossômico é de 1 em 600 casos. Já na mulher com mais de 35 anos, a probabilidade aumenta para 1 em 200 casos. Se a translucência nucal estiver aumentada, o risco sobe para 1 em 18 casos. ''Independente da idade da mãe é importante que se faça o exame'', diz a médica. Apesar de detectar a malformação cromossômica, não é possível revertê-la. Mas os pais podem se preparar psicologicamente para receber um filho com síndrome de Down.(C.P.)





