O laudo de exame residuográfico para verificar se o agricultor Ismair Trindade, de 31 anos, atirou num policial militar durante o conflito ocorrido na terça-feira na BR-277, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, deverá ficar pronto hoje. A informação foi prestada pelo delegado Osmar Antonio Dechiche, responsável pela investigação de supostos abusos ocorridos durante o confronto. Trindade foi preso sob a acusação de ter iniciado o tumulto quando teria arrancado uma arma de um policial militar e atirado contra ele. ‘‘Nós até iríamos liberá-lo depois da autuação, mas verificamos que ele tem um mandado de prisão expedido pela 10ª Vara Criminal de Curitiba’’, afirmou o delegado.
À Folha, Trindade negou que tenha tirado a arma de um PM. ‘‘Isso nunca aconteceu. Estava correndo das bombas e tiros quando fui preso. Não tinha arma na minha mão’’, declarou. Ele afirmou que nunca foi preso ou chamado para dar qualquer depoimento sobre homicídio. ‘‘Nunca soube que respondia qualquer denúncia por homicídio. Esta bronca não é minha’’, disse.
Trindade contou que faz parte há três anos do MST. Antes disso, ele trabalhava como lavrador no interior do Estado.
O delegado Osmar Dechiche disse que deverá ouvir na próxima semana as supostas testemunhas do caso, entre policiais e sem-terra. (L.P.)

mockup