A endoscopia é um exame considerado invasivo e chega a ser até temido por muitos, mas fundamental para o diagnóstico das mais diversas doenças, desde gastrites até tumores. O aparelho utilizado, o endoscópio, é capaz de explorar o interior de órgãos, ocos ou cavidades do corpo. Pelas imagens captadas pela câmara acoplada, o médico endoscopista analisa o funcionamento e possíveis patologias em órgãos como laringe, esôfago, estômago, duodeno, cólon e reto, vias biliares e pâncreas.
Por meio da endoscopia digestiva alta - o exame mais comum - podem ser diagnosticadas patologias como esofagite, hérnia de hiato, gastrites,úlceras e tumores. Já com a colonoscopia (que verifica íleo terminal, cólon e reto) podem ser detectadas inflamações como colites, divertículos, pólipos e tumores.
Há ainda a colangiopancreatografia endoscópica, realizada em caso de suspeitas de cálculos no duodeno e tumores de pâncreas e vias biliares. Outro exame realizado nas clínicas especializadas é o ultra-som endoscópico, indicado para avaliar a extensão dos tumores e cálculos do colédoco, que é o canal que conduz a bílis ao duodeno.
Conforme o especialista Celso Andrade, antes do exame o paciente passa por um processo de sedação, para relaxar e não sentir dores. ''Em adultos, geralmente usa-se uma combinação de um sedativo e um analgésico potente'', explica. Quando realizada em crianças, é necessário acompanhamento de um anestesista, que também pode ser solicitado para alguns pacientes com problemas cardiológicos ou pulmonares graves.
O tempo total da endoscopia digestiva alta, incluindo a aplicação de sedativos é de cerca de 25 minutos. A colonoscopia dura um pouco mais: 45 minutos, e a colangiopancreatografia é a mais demorada, cerca de duas horas.
''É normal que o paciente fique um pouco ansioso com a realização do exame mas o procedimento é simples, absolutamente seguro e necessário para os mais diversos diagnósticos. O preparo utilizado o torna bastante confortável'', finaliza o médico.

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