Exame descartada morte por dengue hemorrágica
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terça-feira, 09 de agosto de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Laboratório Central do Estado, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, constatou ontem que Giovana da Silva não morreu de dengue hemorrágica em Campo Mourão, na última sexta-feira. Na semana passada a Secretaria de Saúde informou que Giovana chegou de Nova Maringá, no Mato Grosso, doente em meados de julho e logo foi internada com sintomas da doença. O caso alarmou o Estado, que não registra casos de dengue hemorrágica desde 2003. Porém, os testes de sorologia mostraram que ela morreu vítima de dengue com complicações respiratórias. Agora o laboratório aguarda o resultado do exame que vai indentificar o tipo de vírus que atingiu a moça (existem quatro tipos diferentes). O resultado sai em 30 dias.
Apesar de a Secretaria de Saúde do Paraná ter afirmado que a causa da morte de Giovana havia sido dengue do tipo hemorrágica, a coordenadora de Vigilância Epimideológica da Secretaria de Saúde do Mato Grosso, Beatriz Castro, duvidou do diagnóstico porque, apesar de estado ser endêmico para dengue, não há nenhum caso na cidade, nem na região onde Giovana morava. Para contrair dengue hemorrágica é preciso ser picado duas vezes pelo mosquito transmissor.
No Paraná, os últimos casos de dengue hemorrágica aconteceram em Londrina, em 2003, quando quatro pessoas foram infectadas, sendo que duas morreram.


