Exame descarta infecção hospitalar em maternidade
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de abril de 2003
Agência Estado 
São Sebastião - Uma análise laboratorial descartou a hipótese de infecção hospitalar entre as mulheres que estavam na maternidade do Hospital de Clínicas de São Sebastião, no litoral norte paulista. Das oito mulheres que tiveram graves hemorragias durante o pós-parto na semana passada, uma morreu, três retiraram o útero e quatro continuam em observação uma estado grave, na UTI do hospital. O centro cirúrgico poderá voltar a funcionar a partir de hoje.
Um medicamento, cujo princípio ativo é a ocitocina, continua suspenso pela Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo em todas as maternidades do litoral norte. O remédio é utilizado durante o pós-parto para que o útero, dilatado por causa da gravidez, volte ao tamanho normal. Amostras do medicamento foram enviadas para o Laboratório Adolf Lutz, na capital. O laudo deve ficar pronto em 30 dias. Na semana passada, depois de dar à luz uma menina, a dona-de-casa Eliane Félix Miranda, de 32 anos, sofreu uma hemorragia aguda e morreu. A polícia instaurou inquérito e poderá solicitar à Justiça a exumação do corpo para exames toxicológico e químico.


