O Brasil lidera o ranking dos exportadores de fumo em folha, com receita anual superior a US$ 1 bilhãoAnálise em amostras de folhas de fumo plantado no Rio Grande do Sul descartou a existência de fumo supernicotinado. A análise indicou teor médio de nicotina de 2,85%, na variedade K 326, e de 2,69%, na variedade K 326 LF. O fumo é considerado supernicotinado quando possui em torno de 6%.
O resultado da análise, feita pela faculdade de farmácia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), por encomenda da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), foi divulgado ontem na delegacia regional do Ministério da Agricultura, em Porto Alegre. O ministério coletou as amostras em três propriedades de produtores de Venâncio Aires (região central). A análise foi realizada por causa de acusações de que estaria sendo produzido no Estado o fumo do tipo Y-1, supernicotinado, proibido nos EUA.
A Procuradoria de República iniciou uma investigação sobre o caso. O Y-1 teria sido plantado por produtores gaúchos entre 1990 e 1992. Referindo-se à análise divulgada ontem, o presidente do Sindicato da Indústria do Fumo, Hélio Fensterseifer, disse que o trabalho ‘‘clareou as coisas’’.
Segundo ele, a divulgação de que o Y-1 estaria sendo plantado pode estar vinculada a interesse comercial, pelo fato de o Brasil liderar o ranking dos exportadores de fumo em folha, com mais de 300 mil toneladas, que gera receita anual superior a US$ 1 bilhão.
O delegado regional do Ministério da Agricultura, Clóvis Schwertner, disse que, a partir da atual safra, o exame fitossanitário, para detectar a presença de pragas, será acompanhado, rotineiramente, de exames de teor de nicotina do fumo.

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