Porto Alegre, 13 (AE) - Um segundo exame de sangue feito pelo Laboratório Central do Estado confirmou que um dos soldados do Exército internados no Hospital Militar de Porto Alegre está com leptospirose. "Embora o exame tenha dado positivo em apenas um dos casos, tudo indica que a doença é a causa das internações", disse o oficial de Relações Públicas do hospital, capitão Alexandre Lomba. "Tudo leva a crer que se trata de leptospirose", reforçou a coordenadora do Setor de Zoonoses e Vetores da Secretaria, Lúcia Mardini. Segundo ela, há necessita de várias análises laboratoriais devido ao período de incubação do agente patológico, a leptospira, que dura dez dias.
Hoje à tarde havia 22 recrutas hospitalizados, todos do 16º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, de São Leopoldo, no RS. O oficial garantiu que todos passam bem. Lomba assegurou que os sete pacientes que tinham os sintomas mais definidos da doença, como febre, dor de estômago e vômitos, melhoraram nos últimos dias. "Um deles era o rapaz no qual foi confirmada a leptospirose", disse. A partir da segunda análise - na primeira, o resultado foi negativo - acredita-se que o soldado Carlos Rodrigo da Rocha Flores, de 18 anos, única vítima fatal da doença, também estava com leptospirose. Ele foi levado ao Hospital Militar na quinta-feira, em estado febril e com dor abdominal, na quinta-feira. Na madrugada de domingo, morreu com hemorragia pulmonar.
Tudo indica que os recrutas tiveram contato com a bactéria da leptospirose - enfermidade transmitida pela urina dos ratos - dentro do quartel. Na primeira semana de abril, a maioria dos hoje hospitalizados participou de instrução em um terreno cortado por valas com água da chuva. Ali, supõe-se, estariam os microorganismos responsáveis pela contaminação. A Secretaria de Saúde do Estado também coletou água do local para exame. "Faremos ainda um levantamento ambiental da área para ver se há presença de ratos", informou Lúcia.
Amostras de sangue de 216 recrutas e 30 oficiais do 16º Grupo estão sendo colhidas. Depois, serão examinadas pelo Laboratório Central do Estado. Todos receberão um tratamento preventivo, a base de penicilina.

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