São Paulo, 13 (AE) - O Exame Nacional de Cursos, avaliação realizada anualmente pelo Ministério da Educação (MEC)
tem por objetivo medir a qualidade dos cursos de ensino superior no País. A Região Sudeste é a que concentra o maior número de graduandos - 120 mil -, o que representa 60% dos alunos.
Neste ano, o Provão avalia 2.151 cursos de Administração
Direito, Economia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Jornalismo, Letras, Matemática, Medicina, Medicina Veterinária e Odontologia. Do total de inscritos, 51,6% são mulheres.
O exame foi criado em 1996 pelo MEC, como um dos mecanismos de avaliação do ensino superior. Além do exame, há visitas às instituições e o censo universitário. Em 96, fizeram a prova os graduandos de direito, engenharia civil e administração. A cada ano, o MEC acrescenta mais cursos ao Provão. Este ano estão sendo avaliados pela primeira vez os alunos de Medicina, Economia e Engenharia Mecânica.
O boicote dos alunos vem caindo a cada ano. Um dos motivos para a mudança de postura é a melhoria dos cursos universitários avaliados. O MEC está fechando o cerco contra as instituições que não alcançaram bom desempenho. Para evitar o descredenciamento pelo MEC, as instituições estão promovendo mudanças nos cusos.
Crub - O Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) quer realizar uma avaliação, com objetivos semelhantes aos do Provão, mas independente do MEC. Para isso, decidiu, em maio, criar um instituto próprio com esse fim. "O Provão foi uma iniciativa positiva, mas a avaliação não deve ficar presa ao poder estatal", entende o presidente do Crub, José Carlos Almeida Silva.

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