O ex-vereador de Apucarana Disnei Leugi foi enterrado na manhã desta terça-feira (7), no Cemitério Cristo Rei. Ele morreu na segunda (6), após ter recebido um telefonema com um golpe do falso sequestro. A Polícia Civil aguarda o depoimento dos familiares do ex-parlamentar.

Imagem ilustrativa da imagem Ex-vereador que morreu após golpe do falso sequestro é enterrado em Apucarana
| Foto: Reprodução/Câmara de Apucarana

Disney tinha 77 anos e foi vereador na legislatura de 1989 a 1992. Ele é tio do atual parlamentar Lucas Leugi (Rede) e irmão do ex-presidente da Câmara Dimas Leugi, morto em 2017. O Legislativo apucaranense emitiu uma nota de pesar nesta segunda.

O delegado Marcos Felipe da Rocha Rodrigues afirma que a Polícia Civil foi até o local da morte, uma vez que as circunstâncias não eram conhecidas no momento e, somente lá soube da ocorrência após o recebimento da ligação. “Nós orientamos os familiares para que fossem à delegacia para iniciarmos a investigação, mas eles ainda estão envolvidos nos trâmites do velório e enterro. Acredito que venham à delegacia até amanhã [quarta, 8] para fazer o registro dessa tentativa de extorsão”, diz.

DIFÍCIL IDENTIFICAÇÃO

Apesar de ter uma linha investigatória definida, Rodrigues admite que pode haver dificuldade para identificar o criminoso, uma vez que, geralmente, tentativas de golpes por ligações telefônicas têm origem de dentro de presídios, onde a linha é usada por mais de uma pessoa. "Mas pode ser uma situação de golpe aplicado por alguém que não esteja preso e consigamos chegar até o autor”, afirma.

O delegado também diz que não há como enquadrar o ocorrido como homicídio, porque não houve intenção de matar.

Apesar de golpes telefônicos como o do falso sequestro já serem conhecidos, algumas orientações podem evitar que outras pessoas caiam na lábia dos criminosos, avisa Rodrigues.

De acordo com o delegado, quando a pessoa receber uma ligação de um golpe do gênero, a primeira atitude é manter a calma, desligar o telefone e tentar entrar em contato com os parentes supostamente sequestrados. “Uma coisa importante é nunca dizer o nome de qualquer parente, porque acaba fornecendo munição a ser usada contra a pessoa que atendeu à ligação”, alerta o delegado.

Rodrigues enfatiza que os valores pedidos nunca devem ser pagos e que, caso não consiga entrar em contato com a suposta vítima após desligar a chamada do criminoso, deve-se acionar a polícia, que tentará localizar por outros métodos. “Essas informações devem ser repassadas a todos os familiares, principalmente os idosos, que são mais suscetíveis a golpes”, diz.

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