Ex-vereador e empresário são indiciados por estupro de vulnerável
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sexta-feira, 13 de março de 2015
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Londrina O ex-vereador Alvair de Souza e o empresário Íris Matos Vieira foram indiciados por favorecimento à prostituição e estupro de vulnerável nos inquéritos concluídos ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação apontou que os suspeitos teriam participado de programas sexuais com 14 adolescentes, entre elas duas menores de 13 anos.
De acordo com o delegado do Gaeco, Ernandes Cezar Alves, as relações sexuais começaram em 2002 e ocorreram até o ano passado e os suspeitos pagavam entre R$ 250 e R$ 300 por programa. "Identificamos que o Íris teve relacionamento com oito meninas, sendo uma de 13 anos, e o Alvair, com seis, além de uma de 13 também", frisou Alves.
Segundo a investigação, os suspeitos foram citados pelas vítimas e também pelas três supostas aliciadoras Sandra Soares, Eliane Ribeiro e Mayara Aparecida Alves já indiciadas em outros inquéritos. "Os indiciados tinham os contatos das vítimas e também das aliciadoras, que colaboravam fornecendo os dados dos usuários e das adolescentes", ressaltou o delegado. Os dois estão presos desde o dia 6 de março. Os advogados dos indiciados não retornaram às ligações da reportagem.
O Gaeco já finalizou 11 inquéritos na investigação que apura uma possível rede de exploração sexual de adolescentes em Londrina, que envolveria agentes públicos, um assessor político e empresários. Desde janeiro, dez pessoas já foram presas, das quais oito permanecem detidas. Outros cinco inquéritos seguem abertos.
O Gaeco informou que os empresários José Eliseu da Silva Pereira e Renato Maestre de Menezes são procurados pela polícia desde o dia 6 de março, quando Alvair de Souza e Íris Vieira foram presos. A dupla é investigada por supostamente ter mantido, cada um, relações sexuais com pelo menos seis adolescentes com idades entre 14 e 17 anos. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça no dia 5.
Conforme a investigação, os crimes teriam ocorrido entre 2012 e 2014. Os foragidos foram procurados nos endereços residenciais e comerciais, além de terem sido cumpridos mandados de busca e apreensão nos imóveis.
"O advogado do José Eliseu nos procurou e prometeu apresentar o seu cliente, mas como isso não aconteceu ele segue sendo procurado", explicou Ernandes Alves. O delegado afirmou que os dois teriam vínculos com os demais suspeitos e um deles tinha o costume de se hospedar em um motel de Londrina. "Eles tinham contato com as mesmas aliciadoras identificadas na investigação. Elas intermediavam os encontros com as adolescentes", ressaltou.


