Ex-tenente e soldado são presos por roubo
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quinta-feira, 09 de julho de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um ex-tenente da Polícia Militar e um soldado da reserva são personagens de mais uma episódio envolvendo grande quantidade de dinheiro, carros luxuosos e armas de grosso calibre. Alberto Silva Santos, ex-tenente de 33 anos, e o soldado da reserva Sandro Delgobo, 34, foram presos no final do mês passado e voltaram a receber ordem de prisão, ontem.
Eles são suspeitos de terem participado no roubo de R$ 22 mil de um representante de supermercados na cidade de Ipiranga (48 km a oeste de Ponta Grossa), no dia 15 de junho. A prisão deles aconteceu no dia 26 de junho, mas foi divulgada pela polícia de Ponta Grossa e pela Secretaria da Segurança Pública (Sesp) apenas ontem para não atrapalhar as investigações. Um terceiro envolvido, Tiago Alberto Hartmann, 20, também foi preso. Diversas pessoas os reconheceram por fotografia. Eles foram de cara limpa fazer o assalto. Usaram metralhadora, uma pistola prateada. Ficaram o dia inteiro esperando a vítima, contou o delegado que investigou o roubo e que pediu para não ter o nome revelado.
Santos e Delgobo já são conhecidos da Justiça. De acordo com a Sesp, Santos foi condenado pelo incêndio criminoso na Promotoria de Investigação Criminal (PIC), órgão já extinto, ligado ao Ministério Público Estadual em 2000. A intenção era destruir provas de envolvimento de policiais com o crime organizado.
Os dois ainda são suspeitos de estarem envolvidos na execução do major Pedro Plocharski, comandante do 13º Batalhão da PM, em 2005. Na época, foi cogitada a participação deles em uma quadrilha formada por PMs, suspeitos de roubos e tráfico de drogas.
Em um outro caso separado, a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) descobriu que Santos e Delgobo seriam os líderes de uma quadrilha de tráfico de drogas, que também é suspeita de roubos e tentativas de homicídio. Uma operação para desbaratar esse grupo foi realizada ontem e o inquérito está sob segredo de Justiça. Além dos dois, 11 pessoas foram detidas. A polícia acredita que a quadrilha lucrava R$ 80 mil por mês com venda de droga.
A reportagem da FOLHA não conseguiu localizar os advogados dos suspeitos.


