Maceió, 12 (AE) - Os quatro ex-seguranças do empresário Paulo César Faria, presos desde a madrugada de sábado (11), foram libertados hoje à tarde, por ordem do juiz federal Paulo Cordeiro. Os policiais militares Reinaldo Correia Lima Filho, Adeildo Costa dos Santos, José Geraldo da Silva e Josemar Faustino dos Santos tiveram de pagar R$ 1.300,00 de fiança, cada um, para serem libertados. Eles vão responder em liberdade ao crime de desacato à autoridade.
Os quatro policiais - acusados pela morte de PC e sua namorada Suzana Marcolino -, foram convocados para depor na CPI do Narcotráfico. Se recusaram a responder as perguntas dos deputados e foram presos em flagrante. Eles estavam presos no quartel do 1º Batalhão da PM, em Maceió. O advogado dos quatro, José Fragoso Cavalcante, disse que não tem sentido a CPI querer pedir ao Comando da Polícia Militar de Alagoas a expulsão de seus clientes. "Eles sequer foram julgados; estão apenas indiciados", justificou.
O deputado federal Robson Tuma (PFL-SP), que presidiu por dois dias os trabalhos da CPI do Narcotráfico em Maceió, disse que os ex-seguranças de PC não eram dignos da farda e pediu providências ao comandante da PM, coronel Ronaldo Santos, para que abrisse sindicância e apurasse o comportamento dos militares na comissão. Tuma que usou o parágrafo 2º, artigo 4º da Lei 1.579 de 1952, que regulamenta as Comissões Parlamentares de Inquérito, para ordenar a prisão dos ex-seguranças de PC. Inocência - O deputado Augusto Faria (PPB-AL), confirmou que paga o advogado que defende os militares acusados da morte de seu irmão, PC Farias, porque acredita na inocência deles. "Seria covardia deixar que essas pessoas ficassem sem defesa quando todo mundo sabe que o alvo sou eu", afirmou, criticando a CPI por ter vindo a Maceió investigar a morte de PC, quando existem outros crimes de repercussão, como o do ex-coordenador de Arrecadação Tributária, Sílvio Vianna, que continuam impunes.

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