Curitiba - A ex-secretária Olga Maria dos Santos Neves, 50 anos, leva a vida da maneira mais tranquila que consegue. ''Estou sempre contente, com ânimo, nunca deixo minha peteca cair'', diz ela, que reconhece que são situações de estresse que levam a um surto da esclerose múltipla. ''O sistema imunológico acelera, ataca a bainha de mielina do sistema nervoso central e vem o surto'', diz.
Olga, que hoje é presidente da Associação Paranaense de Esclerose Múltipla (Apem) teve o primeiro sintoma aos 32 anos. O amortecimento de um lado do corpo com perda de movimentos acabou sendo diagnosticado como um derrame cerebral. Depois, ela teve mais três ocorrências dese tipo. Seu estado só começou a ser melhor investigado aos 43 anos, quando passou perder o equilíbrio e cair.
''Em março de 2000, eu estava passeando no shopping e senti uma dor muito forte nas duas pernas. Começou a paralisar e perdi a sensibilidade'', conta. Depois de consultar vários médicos e ouvir os mais variados diagnósticos, finalmente em agosto de 2000 um exame de ressonância magnética acusou a esclerose múltipla.
Só então ela começou a tomar os medicamentos certos para a patologia. ''De lá para cá, saí da cadeira de rodas, voltei a andar, tive problema de fala, mas já recuperei'', diz ela, que no momento está saindo de outro surto, fruto do estresse com a morte recente da ex-presidente da Apem.(M.G)

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