O médico e professor dos Hospital Universitário (HU) e ex-reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pedro Gordan, argumentou que a crise da fraude no ponto eletrônico poderia ter sido evitada.
''Há 45 dias pedi uma audiência para o reitor e não recebi nem mesmo uma respota. Quando eu era reitor, nunca deixei de atender um ex-reitor. O reitor conduziu mal esse episódio'', alfinetou. Para ele, o docente deveria ser dispensado de bater o cartão porque exerce uma atividade intelectual e deveria ser cobrado por atividade e não por presença.
Afirmou ainda que as fraudes sempre podem ocorrer, mas que a cobrança e fiscalização devem ser feitas pela chefia e pelos próprios pares. ''Nunca fui tão humilhado. Queria intermediar o episódio para que não chegasse nessa situação'', acrescentou.
Gordan sugeriu que o ideal seria que o Hospital Universitário fosse independente da universidade e ligado diretamente ao Governo do Estado. E que a gestão fosse feita por um profissional especializado, formado em administração hospitalar.
O reitor Wilmar Marçal respondeu que se esta for a proposta dos professores, deve ser encaminhada ao governo do Estado. Em relação ao pedido de audiência feito por Gordan, lembrou que o reitor recebe oito servidores por dia, e que os pedidos de audiência são atendidos conforme a data de agendamento e de maneira isonômica. Quanto às críticas sobre a condução do caso pela reitoria, Marçal disse que foram feitas tentativas de diálogo com a direção do hospital, com pedido de providências pelo Conselho de Administração, que não foi atendido. (F.R.F.)

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