Brasília, 4 (AE) - O ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, negou há pouco à CPI do Judiciário, no Senado, o seu envolvimento em denúncias de irregularidades na construção do prédio da sede das Juntas de Conciliação. No início do seu depoimento, Santos Neto procurou desqualificar o testemunho do seu ex-gento, Marco Aurélio Gil de Olibeira, classificando-o de "pústula" e evitando falar o nome dele.
O juiz afirmou que o ex-genro tinha um projeto de extorsão, que foi frustrado. Segundo o depoente, o ex-genro apresentou à CPI fotos do apartamento de sua filha que mostram rabiscos feitos pelo ex-genro, na parede, segundo Santos Neto, com afirmações deprimentes. O juiz aposentado também disse que o ex-genro chegou a ameaçar sua filha com uma barra de ferro e que furtou um aparelho de fax. Nicolau dos Santos Neto leu um bilhete entregue a ele pelo ex-genro, sem assinatura. O bilhete diz o seguinte: "Não esqueça que morei em Miami, Guarujá e Cidade Jardim. Vocês não sabem os documentos que adquiri nesses seis anos". O juiz disse que está tomando todas as medidas necessárias para processar o ex-genro e resgatar a honra da sua família e sua própria. Chegou a afirmar que a testemunha (o ex-genro) é a "prostituta das provas" e que ninguém é culpado até que seja julgado. Nicolau dos Santos Neto disse ainda que a mansão onde mora, no Morumbi, citada no depoimento do ex-genro, foi adquirida antes de sua entrada na magistratura, em 1977.
Termo - Ao iniciar seu depoimento, Santos Neto assinou o termo de compromisso da comissão, assumindo responsabilidade pela veracidade das informações.

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