Ex-presidente do TJ do CE nega irreglaridades
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quarta-feira, 05 de maio de 1999
Por Rodolfo Spinola 
Fortaleza, 06 (AE) - O ex-presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Ceará, desembargador José Maria Melo, atual corregedor do órgão, negou hoje a existência de irregularidades durante o período em que presidiu a instituição - 1997/1998 - e que teria feito gastos desnecessários ou superfaturados. "As críticas que me fazem e, principalmente, quanto ao livro-balanço que publiquei no final da minha gestão, são frutos de alguns descontentes que foram obrigados a constribuir com o Fundo de Reaparelhamento e Modernização do Poder Judiciário (Fermoju)."
"A cidade está cheia de cartas anônimas, recheadas de acusações levianas", assinalou o ex-presidente do TJ, ao revelar que "o próprio Tribunal já se posicionou sobre o assunto, condenando tal expediente".
Sobre a edição de um um livro-relatório que teria custado R$ 280 mil, para uma edição de apenas 2 mil exemplares, Melo afirmou: "Ele resume o que foi minha gestão, com 421 obras concluídas; trata-se de um autêntico certificado, onde presto contas dos 111 fóruns e 114 casas de juízes que construi no interior, além dos 26 alojamentos adquiridos junto ao Banco do Brasil (BB)."
O livro-balanço, com 320 páginas, ricamente ilustrado e que é vendido a 114 reais, aborda o funcionamento do novo fórum de Fortaleza, apontando até mesmo a sutuosidade das instalações dos juízes e desembargadores.
O ex-presidente lembrou que todas as despesas para a estruturação física e operacional do Judiciário, durante a gestão dele, foram custeadas com taxas cobradas e com depósitos antigos do Poder, reunidas numa conta única.
A atual presidente do TJ do Ceará, desembargadora águeda Passos, informou que tentará informatizar ao máximo os serviços da Justiça, mas descartou a idéia de, no fim da administração dela, publicar um livro-balanço, como fez o antecessor: "Pretendo reunir todas as minhas atividades numa revista."


