Ex-prefeito de Guarulhos é preso15/Mar, 18:09 Por Moacir Assunção e Cláudio Barreto São Paulo, 15 (AE) - O ex-prefeito de Guarulhos (SP) Néfi Tales (ex-PDT) foi preso hoje, às 6h30, acusado de falsidade ideológica e improbidade administrativa. O mandado de prisão, solicitado pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi aceito pelo juiz Marcelo Matias Pereira. Caso seja condenado, Tales está sujeito a uma pena de 2 a 12 anos de prisão. Tales foi detido em sua casa, na Vila Rosália, e levado para a Delegacia Seccional de Guarulhos. Por volta das 10h30, foi transferido para o 13.º Distrito Policial, na Casa Verde, zona norte da capital. Ele estava sendo procurado há cinco dias pelos policiais da Seccional, comandados pelo delegado Cláudio Gobetti. O ex-prefeito estava viajando pelo Interior. Abatido, o ex-prefeito tomou um comprimido ao chegar ao 13º DP e foi levado à cela, onde se encontravam mais 13 presos, entre profissionais de nível superior e ex-policiais. O ex-prefeito não quis falar com a imprensa. Segundo o advogado Gilberto Saad, Tales afirmou ser inocente das acusações. O advogado afirmou que pretende estudar o processo, mas não descartou a possibilidade de entrar com pedido de habeas-corpus amanhã (16). "O ex-prefeito nem foi interrogado e já teve a prisão decretada", reclamou Saad. Falsificação - O ex-prefeito, que governou Guarulhos de janeiro de 1997 a dezembro de 1998, foi acusado pelo MPE de falsificar planilhas de pagamento da empresa de segurança Resilar, que prestava serviços à prefeitura, causando um prejuízo calculado em R$ 14 milhões. O dono da empresa, Primo Simionato, também teve a prisão preventiva decretada, mas não foi localizado. Informações davam conta que Simionato estava em Curitiba (PR), onde também teria uma empresa de segurança. Nos autos do inquérito policial 54/98, assinado pelos promotores Fábio Bechara, Marcelo Daneluzzi, Naia Solimene e Paulo Penteado, é pedida também a prisão preventiva, ainda não concedida, do ex-secretário de Governo de Tales Humberto Ramalho Nidoval Hamílton Marques, funcionário de Ramalho, e Regiane Santos Silva. O esquema de desvio de dinheiro público, segundo os depoimentos obtidos pelos promotores, envolvia a multiplicação dos vigilantes, em que lugares onde havia somente um, quatro receberiam salários, postos "dublês" e registros falsos de horas extras. Assassinato - O ex-secretário de Finanças de Tales Geraldo Domingues Gualandro declarou em seu depoimento ao MPE que determinou auditoria para analisar os contratos, porém o prefeito não teria tomado providências. Gualandro foi substituído por Manoel Rezende da Silva, que acabou assassinado em 13 de junho de 1997, na frente da sua casa. Gerente-geral da Resilar, Aparecido Gomes Pereira, também morto posteriormente, foi apontado pela polícia como autor do crime. quando foi morto, Silva tinha determinado a suspensão dos pagamentos da Resilar.

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