Curitiba - O ex-prefeito de Curitiba Saul Raíz, de 83 anos, foi baleado em uma tentativa de assalto no final da tarde de sábado, na Rua Visconde de Nácar, no bairro Mercês, na Capital. Segundo a Polícia Civil, ele levou três tiros, dois nas costas e um no braço, após sair de uma obra da qual é responsável. Raiz ainda conseguiu dirigir, mesmo ferido, para receber atendimento médico. Ele não corre risco de morte.
De acordo com o delegado-titular da Delegacia de Homicídios de Curitiba, Rubens Recalcatti, o ex-prefeito, após deixar a obra, entrou em uma camionete e recebeu voz de assalto. ''Um homem chegou armado. O Saul Raíz arrancou com o carro e levou três tiros'', disse. Apesar dos ferimentos, conta o delegado, o ex-prefeito conseguiu dirigir até o Hospital São Vicente, onde não foi atendido e, na sequência, conduzido por um homem para o Hospital Evangélico.
Segundo a assessoria de imprensa do Evangélico, Raíz está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Porém, ele está consciente e fala normalmente. A permanência dele na UTI ocorre por precaução, devido à idade. Ele não corre risco de morrer e não há ainda previsão de alta.
Saul Raíz é engenheiro civil, foi responsável pelo projeto do Mercado Municipal de Curitiba e governou a Capital entre 1975 e 1979.

Omissão de socorro

O deputado estadual Ney Leprevost (PSD) acusou, no Facebook e no Twitter, o Hospital São Vicente de omitir atendimento ao ex-prefeito. Ele diz que os médicos teriam se negado a receber o paciente. ''O que o hospital São Vicente fez é um absurdo. Se negar a atender uma vítima baleada!'', acusa o parlamentar. Leprevost ainda disse que irá à tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep) para cobrar explicações do hospital.
A assessoria de imprensa do São Vicente disse que os médicos receberam a vítima baleada, que foi colocada em uma cadeira de rodas e recebeu consulta de um médico. Porém, o médico teria dito não poder atendê-lo, pois, segundo a assessoria, o hospital não tem uma unidade de pronto-socorro para atendimento de emergência e urgência, apenas um pronto-atendimento - para casos com menor gravidade -, o que impossibilitaria receber vítimas baleadas.
Desta forma, segundo a assessoria, o hospital, que não tinha ambulâncias disponíveis naquele momento, chamaria uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Porém, para evitar demora, um manobrista do hospital colocou o ex-prefeito no banco do passageiro da camionete que Raíz dirigia e o conduziu para o Hospital Evangélico.

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