Bauru, SP, 12 (AE) - O ex-prefeito de Bauru (SP) Antônio Izzo Filho foi condenado, ontem (11), a 4 anos e 13 dias de prisão, em sistema semi-aberto, e pagamento de multa equivalente a R$ 68 mil, por calúnia e injúria. Izzo Filho responde a 13 processos e está preso preventivamente desde o dia 14 de maio do ano passado. O juiz Mário Camargo Magano, da 3ª Vara Criminal de Bauru o considerou culpado em três processos em que figuram como vítimas o ex-vereador Walter dos Nascimento Costa, o promotor Carlos Roberto Simioni e o ex-prefeito Antônio Tidei de Lima.
Durante a campanha eleitoral de 1996, Izzo Filho denunciou possuir uma fita onde o vereador teria pedido a importância de R$ 50 mil para si e outros seis colegas aprovarem as contas municipais de 1991, relativas ao seu primeiro mandato de prefeito. Como não conseguiu provar a existência do material, foi condenado por denunciação caluniosa. Em relação ao promotor, a condenação deu-se com base na Lei de Imprensa porque em junho de 97, durante uma entrevista, o prefeito disse que Simioni estaria prevaricando e deixando de apurar irregularidades supustamente praticadas pelo ex-prefeito Tidei de Lima.
Izzo foi enquadrado, também com base na Lei de Imprensa, por injúria, em processo movido por Tidei de Lima, por ter utilizado durante entrevista expressões fortes em relação à vitima, seu antecessor no governo municipal. Izzo Filho continua na cela especial da cadeia de Bauru mas, condenado, poderá ser transferido para uma prisão semi-aberta, onde perderia a regalia da privacidade. Seus advogados anunciaram que vão recorrer.