Rio, 19 (AE) - Por cinco votos a dois, o 4º Tribunal do Júri condenou hoje o ex-policial militar Jadir Simeone Duarte a 18 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelas mortes de Paulo Roberto de Andrade Silva, o Paulinho Andrade, filho do falecido banqueiro do jogo do bicho Castor de Andrade, e do motorista Haroldo Alves Bernardo. O crime ocorreu em outubro do ano passado num sinal da Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na zona oeste. Paulinho Andrade e seu motorista foram executados com vários tiros.
Duarte já estava preso desde à época do crime e, após receber a sentença, retornou à carceragem da 21ª Delegacia Policial (Bonsucesso), na zona norte, aonde aguardará uma vaga para um dos presídios do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). Além desse processo, o ex-PM responde por um homicídio na Comarca de Nilopólis, na Baixada Fluminense.
O julgamento começou ontem (18) à tarde e durou cerca de 19 horas. Interrogado, Duarte negou participação no crime, mas confirmou que recebeu duas propostas no valor de R$ 30 mil e 300 mil do primo da vítima, Rogério Costa de Andrade e Silva, para cometer os dois homicídios. Ele disse ao juiz Mário Mazza que continuar preso seria sua garantia de vida, pois desde a morte de Paulinho Andrade vem recebendo ameaças. Rogério encontra-se solto por acórdão da 3ª Câmara Criminal, que entendeu, por duas vezes, que não havia razões de prendê-lo.
No seu despacho, Mazza destacou que "não existe dúvidas da participação de Duarte no crime e que o mesmo efetuou os dez disparos disparos que fuzilaram as duas vítimas". Ele frisa ainda que "o crime foi premeditado e planejado por Duarte durante alguns meses, pois o réu confessou que, por diversas vezes compareceu no trabalho e na residência de Paulinho Andrade para estudar a sua rotina e seus horários".

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