Ex-policial alega não ter participado de chacina
Agência Estado
Do Rio
O ex-policial militar Roberto Cezar do Amaral Júnior, acusado de participação na chacina de Vigário Geral ocorrida na madrugada do dia 30 de agosto de 93, começou a ser julgado ontem pelo 2º Tribunal do Júri do Rio. Na madrugada, parentes das vítimas da chacina que faziam vigília na porta do Fórum entraram em conflito com guardas judiciários. Eles nos expulsaram da calçada do tribunal dizendo que a manifestação não era permitida, afirmou a artista plástica Ivonne Bezerra de Mello.
Segundo ela, os guardas rasgaram os cartazes em protesto contra a morosidade da Justiça e apagaram 21 velas que representavam o número de vítimas. O protesto foi coordenado pela organização não-governamental Centro Brasileiro de Defesa da Criança e do Adolescente (CBDA). Além de Ivonne, participaram da manifestação Rubens César Fernandes, um dos diretores da ONG Viva Rio, o jornalista Zuenir Ventura, a presidente do CBDA, a advogada Cristina Leonardo e parentes das vítimas.
O julgamento começou com uma hora de atraso, e meia hora depois foi suspenso por 45 minutos. A paralisação foi requerida pela defesa do réu que alegou desconhecer as fitas de reportagens do crime que seriam exibidas no julgamento. O juiz do processo, José Geraldo, mandou o escrivão apresentar o material à defesa. O ex-policial disse que era inocente e alegou que estava em casa com a família na madrugada da chacina. Estou pagando por um crime que não cometi, afirmou chorando. Ele foi expulso da PM e está preso. O julgamento será retomado às 10 horas de hoje.





