Durante os sete minutos de entrevista à imprensa, realizada na tarde de ontem, em São Paulo, o ex-integrante do Grupo Polegar, Rafael Ilha Alves Pereira, de 25 anos, não conseguiu fixar os olhos em nada nem em ninguém. Muito agitado, ele afirmou que o único crime que cometeu foi tentar assaltar uma balconista na madrugada de segunda-feira. ‘‘Na ânsia de manter o meu vício eu tentei roubar apenas um passe de ônibus e R$ 1,00’’, afirmou. ‘‘Esse foi o meu erro; esse foi o meu delito’’.
Rafael, que não respondeu nenhuma pergunta dos jornalistas, negou as acusações divulgadas na tarde de anteontem de que ele seria o principal suspeito de ter assaltado, em 3 de setembro, um cabo da Polícia Militar, em Santo Amaro, na zona sul da capital.
‘‘Esse fato que aparece agora é mentiroso, resolvi falar com a imprensa, pois, daqui a pouco, vão me acusar de outros crimes também’’, disse. ‘‘Daqui a pouco eu serei apontado como o maior criminoso’’. ‘‘Eu tenho fé em Deus e na Justiça que a minha inocência será provada’’, afirmou.
O ex-cantor, que apareceu de roupa nova, barba feita e cabelos cortados, saiu da carceragem do 95º Distrito Policial, em Heliópolis, algemado e foi encontrar-se com os repórteres no primeiro andar da delegacia. ‘‘O que mais quero é sair daqui, me tratar e voltar a cantar’’, disse.
O advogado de Rafael, Marlon Wander Machado, afirmou que ainda está estudando que medida judicial irá tomar sobre o pedido de liberdade provisória que foi indeferido, anteontem, pelo juiz do Departamento de Inquéritos Policiais, Maurício Lemos Porto Alves. ‘‘O mais provável é que eu entre amanhã, com o pedido de reconsideração da liberdade provisória’’, explicou.Carlos Oliveira/Agência Setembro/AE(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)ApeloRafael Ilha Alves Oliveira, ex-Polegar, dá coletiva acompanhado por seu advogado Marlon Wander MachadoAgência Estado

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