Ex-PM é condenado a 16 anos de prisão por homicídio
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Tribunal do Júri de Curitiba condenou ontem de madrugada, o ex-policial militar Omar Assaf Júnior, a 16 anos de prisão em regime fechado pela morte do estudante de Direito, Thiago Klemtz de Abreu Pessoa, ocorrido em agosto de 2009. Os jurados consideraram que o acusado é culpado de homicídio duplamente qualificado - crime cometido por meio cruel e sem chance de defesa da vítima. Ao todo, de acordo com o advogado Samir Matar Assad, assistente da equipe de acusação, foram ouvidas oito testemuhas por mais de 12 horas.
Como o policial está foragido, o juiz emitiu um mandado de prisão. O acusado chegou a ser preso por duas vezes, uma em flagrante, após o crime, ainda em 2009; e outra após ser expedido um mandado de prisão temporário. Os advogados dele, entretanto, entraram com pedidos de habeas corpus, que foram concedidos pela Justiça. ''Foi uma vitória, pois a família da vítima aguardava há três anos por isso. Mas por outro lado, enquanto o criminoso não for preso eles não vão poder encerrar o luto'', disse o advogado.
Assim que localizado, o ex-policial deve permanecer preso ainda que recorra da decisão judicial. Omar Assaf Júnior foi expulso da Polícia Militar (PM) em abril do ano passado. Para contribuir com as investigações, a família do jovem assassinado oferece uma recompensa em dinheiro a quem repassar informações que levem a polícia a localizar Assaf Júnior. As denúncias podem ser feitas ao telefone (41) 9964-0572.
Crime
O universitário foi assassinado na madrugada do dia 16 de agosto de 2009, depois de ser expulso de uma festa na Sociedade Harmonia, no bairro Bigorrilho, na capital. Segundo a polícia, o rapaz e outros amigos se envolveram numa briga e foram expulsos do local e, já fora do estabelecimento, teria se iniciado outra confusão, desta vez com o policial que estava de folga.
Segundo testemunhas, depois de efetuar o primeiro disparo, o PM ainda teria trocado o carregador da pistola para atirar novamente em Thiago. Ele foi morto com três tiros - abdômen, tórax e cabeça, todos os disparos efetuados pela arma do policial, conforme exame de balística.


