Cingapura, 05 (AE-DOW JONES) - O Departamento de Negócios Comerciais do governo de Cingapura, encarregado de analisar e julgar os crimes de colarinho branco, anunciou nesta segunda-feira (05) ter concluído as investigações sobre a atuação de Nicholas Leeson no caso da quebra do Banco Barings.
O relatório das autoridades da ilha conclui que não existem provas contra o ex-funcionário do Barings, acusado de fraude e falsificação de documentos sobre investimentos no mercado de derivativos, desvios que provocaram a falência do Banco Barings em 1995.
De acordo com a ministra do Interior de Cingapura, Wong Kan Seng, o ex-operador poderá ser libertado no dia 3 de julho, antes do cumprimento da totalidade da sentença de seis anos e meio de prisão, se tiver bom comportamento. A decisão de libertá-lo, contudo, nada tem a ver com a conclusão do relatório sobre sua participação na quebra do Banco Barings, mas está fundamentada em motivos humanitários, já que Leeson sofre de câncer de cólon.
No ano passado, o ex-operador do Barings, hoje com 32 anos de idade, solicitou liberdade condicional com base no fato de já haver cumprido quase a metade da sentença e de estar em tratamento para debelar uma doença grave. O pedido, porém, havia sido negado.
Leeson, um ex-operador do mercado de futuros que deixou um rombo de US$ 1,4 bilhão nos cofre do Banco Barings, está cumprindo pena no prisão de Changi. Ele foi detido no aeroporto de Frankfurt, quando tentava retornar à Europa, depois das fraudes por ele realizadas no mercado asiático a partir do escritório de Cingapura, que estava sob seu comando.
De acordo com a direção da penitenciária de Changi, o câncer foi identificado em setembro, depois de uma cirurgia, e Leeson tem hoje cerca de 70% de chance de viver mais de cinco anos.

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