Ex-ministros de Pinochet evitam viajar para não serem detidos
Santiago do Chile, 22 (AE-AP) - Dois ex-ministros de Augusto Pinochet admitiram que cancelaram sua participação num seminário na Polônia por temerem ser detidos, tal como ocorreu com o ex-ditador.
"Se isso aconteceu com o general Pinochet, que nada tem a ver com os delitos dos quais á acusado, também nós poderíamos passar pelo mesmo, porque fomos membros de seu governo", declarou a um jornal o general retirado Jorge Ballerino, que foi ministro e um dos mais próximos do ex-governante, detido em Londres há seis meses.
Ballerino e o ex-ministro da Economia, Pablo Baraona estavam convidados para participar de um seminário em Varsóvia sobre a transformação democrática na Espanha, Polônia e Chile.
Entretanto, depois da decisão do ministro do Interior britânico, Jack Straw, de reconhecer extraterritorialidade judicial dos delitos contra a humanidade, Ballerino disse que se comunicou com os organizadores para informar-lhes de sua decisão de não participar no seminário, que acontece em maio.
Outros participantes chilenos no encontro serão o ex- presidente Patricio Aywin e o chanceler José Miguel Insulza.
Outras ex-figuras do regime de Pinochet e ex-chefes militares e policiais, incluídos em uma lista de 40 pessoas elaborada pelo juiz espanhol Baltasar Guarzón, têm evitado viajar ao exterior por temerem também ser detidos.





